O mercado financeiro tem enfrentado forte volatilidade desde o final de janeiro, refletindo as incertezas do cenário internacional, especialmente relacionadas à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Essa instabilidade interrompeu uma fase de recordes sucessivos da Bolsa e queda do dólar, impulsionada pelo aumento do fluxo de investimentos externos. No entanto, a guerra mudou esse cenário, levando a uma reversão parcial desses resultados.
Os investidores, que buscavam diversificação e oportunidades em países emergentes, como o Brasil, agora também priorizam segurança. O ouro, que vinha em alta, também foi impactado pela guerra, alterando as estratégias de investimento.
A volatilidade dos ativos aumentou significativamente, com preocupações em relação a uma possível crise do petróleo. A incerteza sobre os desdobramentos do conflito gera impactos não apenas geopolíticos, mas também econômicos, afetando inflação, juros e economias globais, inclusive a do Brasil.
Além das questões imediatas, os juros reais elevados dos títulos públicos refletem preocupações com a situação fiscal do país. Os altos juros reais indicam a necessidade de medidas para evitar uma crise fiscal no futuro, limitando a margem de manobra do governo para despesas não obrigatórias.



















