A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica divulgou nesta quarta-feira (8) um mapa com duas rotas alternativas de navegação no Estreito de Ormuz para evitar minas navais. A informação foi noticiada pela agência de notícias iraniana ISNA.
O anúncio sobre a navegação no Estreito de Ormuz se dá em meio ao estremecimento no cessar-fogo de duas semanas estabelecido entre Irã e os Estados Unidos. Nesta quarta-feira, Teerã ameaçou retomar as hostilidades em represália aos bombardeios lançados por Israel contra o Líbano.
Ao menos 182 pessoas morreram e quase 900 ficaram feridas, segundo o governo libanês, que decretou a quinta-feira (8) como dia de luto nacional. Israel assegurou que sua luta contra o Hezbollah não fazia parte da trégua entre Estados Unidos e Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu que o seu país permanece preparado para enfrentar Teerã se for necessário, pois ainda tem 'objetivos a concluir'.
Aliado dos Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos indicaram que foram alvo de 17 mísseis iranianos e 35 drones desde o início da trégua. A Arábia Saudita disse ter interceptado nove aeronaves não tripuladas. O Bahrein reportou ofensiva contra sua capital, Manama. O Kuwait relatou danos em suas usinas de energia e dessalinização durante 'uma intensa onda' de ataques.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o cessar-fogo e as conversas com os Estados Unidos são 'pouco razoáveis'. Segundo ele, três pontos do acordo já foram violados com os contínuos ataques contra o Líbano, a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano e a negativa ao direito do Irã em enriquecer urânio.
Ainda nesta quarta, os líderes de vários países europeus e do Canadá afirmaram que deve ser negociado 'um fim rápido e duradouro da guerra', enquanto o papa Leão XIV saudou um 'sinal vivo de esperança'.
Após semanas de turbulências econômicas, o anúncio do cessar-fogo provocou forte queda, de até 15%, nos preços do petróleo, enquanto o gás natural europeu recuou 20%. As bolsas dispararam e o dólar caiu.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos estavam 'muito avançados' na negociação de um acordo a longo prazo com o Irã. Entretanto, as exigências de Teerã em matéria de enriquecimento de urânio, sanções econômicas e o controle futuro do Estreito de Ormuz continuam indo de encontro às de Washington.


















