Tenente-coronel indiciado por feminicídio e fraude processual

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A Polícia Civil de São Paulo indiciou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto por feminicídio e fraude processual, no caso da morte de sua companheira, a policial militar Gisele Alves Santana. O indiciamento foi confirmado pelo advogado da família da vítima, José Miguel Silva Junior, em entrevista à Agência Brasil.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento em que o casal morava, em 18 de fevereiro. O tenente-coronel, presente no local, chamou socorro e relatou o ocorrido como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita, contestado pela família desde o início.

Laudos necroscópicos apontaram lesões contundentes no corpo de Gisele, resultantes de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal. Elementos de prova, incluindo marcas no pescoço da vítima, corroboram a tese de feminicídio.

Uma testemunha vizinha relatou ter ouvido um disparo às 7h28, enquanto o tenente-coronel acionou a polícia às 7h57. O advogado ressaltou o intervalo de tempo até o pedido de socorro e mencionou a presença da arma na mão da vítima em uma foto feita pelos socorristas, incomum em casos de suicídio.

Além disso, três mulheres policiais fizeram a limpeza do apartamento horas após o ocorrido, conforme depoimentos. A defesa do tenente-coronel não confirma o indiciamento, aguardando posicionamento da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público.

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