O Ministério da Fazenda estima que a alta de preços do petróleo pode impulsionar a receita líquida do governo central em até R$ 96,6 bilhões. Essa projeção considera o pior cenário do conflito no Oriente Médio, com a oferta da commodity sendo prejudicada pela destruição estrutural de instalações produtivas de extração e interrupções logísticas severas.
Impactos Econômicos
De acordo com a Secretaria de Política Econômica, esse cenário deve provocar um crescimento positivo de 0,36 ponto percentual na economia brasileira. A estimativa é de que haja superávit comercial aumente em US$ 10,3 bilhões, levando a uma apreciação cambial de 4,5% e a uma alta próxima a 0,58 ponto percentual na inflação de 2026.
Os cálculos da equipe econômica também consideraram um cenário em que há um choque persistente, isto é, em que há expectativa de uma guerra mais duradoura, com normalização apenas gradual da oferta de petróleo e derivados ao longo do ano. Nesse caso, a receita líquida do governo central aumentaria em R$ 48,3 bilhões.
Cenários Avaliados
Outro cenário avaliado é de choque temporário nos preços do petróleo. Esse cenário pressupõe o arrefecimento dos conflitos no Oriente Médio nos próximos dias e a possibilidade de reparação, ainda no curto prazo, dos danos às instalações energéticas e de logística já observados.
Apesar do choque no petróleo, as perspectivas macroeconômicas do governo para 2026 permanecem favoráveis. Na avaliação do ministério, a elevação nos preços do petróleo impacta positivamente a atividade econômica, a balança comercial e a arrecadação nos cenários simulados, embora haja inflação mais pronunciada no caso de choque disruptivo, ou seja, no pior cenário.



















