Análise: Campanha militar contra Irã continuará até rendição

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O Irã enfrenta uma intensa ação militar coordenada por Israel e Estados Unidos, com mais de 7 mil bombardeios direcionados a alvos estratégicos no país. Segundo análise do coordenador do Grupo de Análise Estratégica da USP, Alberto Pfeifer, essa campanha não vai cessar até os iranianos se renderem.

Além dos chefes do regime, o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, miram na indústria balística de Teerã. Desde o começo do conflito, os iranianos mostraram ter uma forte capacidade de produção bélica, especialmente com drones.

Os equipamentos são baratos e podem ser montados em larga escala. O drone Shahed-136, produzido pelo regime dos Aiatolás, custa cerca de US$ 35 mil para ser construído, enquanto um míssil Patriot ultrapassa os US$ 4 milhões.

Somente os Emirados Árabes Unidos detectaram 1.422 drones no seu espaço aéreo entre os dias 1° e 8 de março, segundo dados do Centro para Estudos Internacionais Estratégicos.

O Irã tem alcance de mísseis de até 4 mil quilômetros de distância, o que engloba toda a Europa. Israel e Estados Unidos focam na indústria balística iraniana.

Enquanto Israel busca neutralizar a capacidade de destruição em massa do Irã, os Estados Unidos apresentam motivações indefinidas, variando entre mudança de regime e eliminação da ameaça bélica.

A estratégia de Teerã é prolongar a guerra para desestimular a determinação de Donald Trump. O regime teocrático pode fazer os EUA desistirem da campanha militar pouco a pouco, mas o desfecho do conflito permanece incerto.

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