O enviado especial dos Estados Unidos, Darren Beattie, solicitou uma reunião de última hora com o Itamaraty durante sua viagem ao Brasil, prevista para acontecer na próxima semana. O encontro, solicitado por meio da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, ainda não foi confirmado pelo órgão.
A informação foi obtida após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pedir por explicações detalhadas sobre a agenda do enviado especial. O Itamaraty informou que no dia 11 de março, um dia após solicitação de Darren Beattie para visitar o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, preso na Papuda, foi solicitado pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília entrevistas do Sr. Beattie junto ao Ministério das Relações Exteriores.
O documento ainda informa que a solicitação foi realizada por mensagens de e-mail enviadas à Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais (COCIT), e a data prevista para realização da reunião seria no dia 17/03, às 16h30. Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores informa que a reunião 'não está confirmada', assim como o encontro entre Darren Beattie e o senhor Secretário de Europa e América do Norte, solicitada para o mesmo dia.
Nesta quarta-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes solicitou que o Itamaraty enviasse informações sobre a agenda de Darren Beattie no Brasil. O objetivo era esclarecer se o assessor de Donald Trump possui compromissos no país e se pediu para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papuda, em Brasília.
O Itamaraty, que classificou a possível visita do assessor de Trump a Bolsonaro como uma indevida ingerência, também informou que a viagem de Darren ao Brasil é para 'uma conferência sobre minerais críticos e para reuniões oficiais com representantes do Governo brasileiro', intitulada 'Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos'. O evento será realizado no dia 18 de março, na sede da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AMCHAM).
Alexandre de Moraes autorizou na terça-feira (10) que Darren Beattie, assessor de Donald Trump, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. O ministro deixou claro em sua decisão que as visitas só podem acontecer às quartas-feiras e aos sábados.



















