O Ministério da Saúde do Líbano informou, na noite desta quarta-feira (11), horário de Brasília, madrugada de quinta-feira (12), horário local, que pelo menos oito pessoas morreram em um ataque israelense na orla de Ramlet al-Baida, em Beirute, capital do país. Imagens do local mostram danos e destroços enquanto equipes de emergência e policiais inspecionavam a área. Um carro cinza, bastante danificado, foi visto no local do ataque, onde manchas de sangue eram visíveis no chão.
Israel lançou uma ofensiva contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, após abrir fogo em 2 de março em resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os ataques israelenses mataram mais de 600 pessoas no Líbano e deslocaram outras 800 mil, segundo as autoridades libanesas.
Mais cedo, Isral anunciou que iniciou uma 'onda de ataques em larga escala' contra os subúrbios de Beirute após o Hezbollah lançar o que o Exército israelense descreveu como 'dezenas' de foguetes. As FDI (Forças de Defesa de Israel) afirmaram que os ataques visaram a infraestrutura do Hezbollah no subúrbio de Dahieh, no sul de Beirute, uma área considerada por Israel um reduto do grupo armado apoiado pelo Irã.
O porta-voz da FDI em árabe, Avichay Adraee, emitiu um 'alerta urgente e sério' aos moradores dos subúrbios do sul de Beirute nas redes sociais antes dos ataques, dizendo para se deslocarem imediatamente devido ao que ele descreveu como uma grande operação contra o Hezbollah. Assim que as Forças de Defesa de Israel divulgaram o comunicado, uma câmera da agência Reuters que monitorava o horizonte de Beirute captou o clarão de uma explosão no sul da cidade.
Logo em seguida, a mesma câmera registrou inúmeros ataques em questão de segundos, e a vista de Beirute foi rapidamente encoberta por uma densa fumaça preta. Equipes da CNN em Beirute ouviram e sentiram uma explosão que fez a terra tremer logo após o início da onda de ataques, relatando que foi significativamente mais forte do que qualquer explosão ouvida nos últimos dias de bombardeios.
As FDI afirmaram que os ataques ocorreram após a 'decisão deliberada do Hezbollah de atacar Israel em nome do regime iraniano'. Nas redes sociais, o Hezbollah afirmou ter lançado a 'Operação Asf al-Ma’koul', uma expressão derivada de um versículo do Alcorão. A expressão faz referência à imagem de destruição presente na história do 'Elefante', no Alcorão, onde um exército é aniquilado por intervenção divina, ficando reduzido a 'palha mastigada'.



















