Bento Gonçalves voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos formais no início de 2026. Em janeiro, o município criou 863 vagas com carteira assinada, resultado que colocou a cidade na sétima posição entre as que mais geraram empregos no Rio Grande do Sul.
Os dados são do Observatório Econômico (OECON), elaborado pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG). Apesar do resultado positivo, o desempenho ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025. O saldo de vagas caiu 44,9% na comparação anual, redução superior à média estadual (-32,8%) e nacional (-27,2%).
A agropecuária e a indústria concentraram a maior parte das contratações no período. A agropecuária abriu 409 vagas, mas registrou queda de 55,4% em relação a janeiro do ano passado. Já a indústria criou 340 postos de trabalho, com redução de 38,1% na comparação anual.
Com o resultado de janeiro, Bento Gonçalves voltou a superar a marca de 51 mil trabalhadores formais. O município encerrou o mês com 51.069 empregos com carteira assinada, crescimento de 1,7% em relação a dezembro e um novo recorde para o mês de janeiro.
Segundo o levantamento, a safra da uva influenciou diretamente nas contratações. As atividades de lavoura permanente abriram 350 vagas. Na indústria, os principais destaques foram os segmentos de bebidas, com 160 novos postos, e alimentação, com 66.
O comércio foi o único setor que apresentou crescimento na comparação com janeiro de 2025, com alta de 35,1%, embora tenha fechado o mês com saldo negativo de 24 vagas.
Nos serviços, os resultados foram contrastantes. A atividade de armazenagem auxiliar ao transporte criou 47 empregos, enquanto o transporte terrestre registrou saldo negativo de 50 vagas. A educação teve o pior desempenho do mês, com fechamento de 82 postos de trabalho.
O estudo também aponta que a permanência média do trabalhador no emprego em Bento Gonçalves é de 16,6 meses, abaixo da média do Rio Grande do Sul, de 18,2 meses, e do Brasil, de 18,1 meses.
A partir das variações históricas registradas desde 2019, o professor Fabiano Larentis, da pós-graduação da UCS, projeta que o município pode alcançar cerca de 51,4 mil empregos formais em fevereiro, o que representaria um novo recorde para a cidade.




















