Boulos anuncia ida ao PT; ministro critica comunicado

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Uma ala dissidente da Revolução Solidária, grupo de Guilherme Boulos no PSOL, divulgou uma carta nesta sexta-feira (20) afirmando que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência anunciou sua ida ao PT e provocou uma crise interna para justificar a decisão.

Segundo o grupo, a coordenação nacional da corrente foi informada sobre a mudança na noite de quinta-feira (19). Em nota enviada à Jovem Pan, Boulos não nega a decisão de deixar o atual partido, mas critica o comunicado.

A carta da Revolução Solidária, obtida pela Jovem Pan, diz que Boulos decidiu migrar para o PT entre novembro e dezembro de 2025. O documento afirma que o ministro negociou as condições com o presidente do PT-SP, Kiko Celeguin, em reunião na Praia Grande, incluindo a candidatura de sua esposa, Natália Boulos, pela sigla do presidente Lula.

A vertente do PSOL liderada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, vinha sofrendo baixas nas últimas semanas em meio a pressões internas para que o partido aceitasse formar a federação. A recusa evidencia a resistência entre boa parte dos integrantes da legenda em torno da ideia de se unir ao PT, quase 22 anos depois da dissidência dentro do partido de Lula que originou o próprio PSOL.

Nas últimas semanas, a defesa enfática da corrente do ministro de uma federação com o PT provocou reação de integrantes da própria vertente. Dois deles, a vereadora de Florianópolis Ingrid Sateré Mawé e o economista José Luis Fevereiro, que fez parte da direção nacional do PSOL, decidiram se desligar da Revolução Solidária.

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