Representantes de caminhoneiros autônomos refutam a realização de uma greve nacional em virtude do aumento do preço do diesel e pressionam o custo da categoria.
A possibilidade de greve começou a ser discutida em grupos de caminhoneiros após alta significativa do óleo diesel, impulsionada pela situção no Oriente Médio.
Entretanto, a maioria da categoria diverge da manifestação e teme impactos econômicos e prejuízos à população em caso de paralisação, conforme apurou o Broadcast Agro.
Uma ala de caminhoneiros ameaça paralisação na região do porto de Salvador por 24 horas, movimento apoiado pela ANTB.
Por outro lado, diversas entidades que representam transportadores autônomos negam a adesão formal da categoria ao movimento.
A ANTB afirma que a paralisação em Salvador tem previsão de 24 horas mas pode se estender por prazo indeterminado, caso as demandas não sejam atendidas.
O motivo da mobilização na região é a mudança em uma regra para triagem de cargas no porto, que tem gerado insatisfação entre os caminhoneiros locais.
José Roberto Stringasci, presidente da ANTB, convocou transportadores para a paralisação em Salvador, destacando os impactos nas operações de carga e descarga no porto.
Wallace Landim, presidente da Abrava, alertou para a irresponsabilidade de um movimento nacional neste momento de crise econômica no país. Ele ressaltou que uma paralisação poderia causar caos na sociedade e prejudicar o abastecimento de combustíveis.
Chorão, como é conhecido, alertou para o risco de suspensão das atividades de transporte por falta de combustíveis, devido ao aumento significativo do preço do diesel nos últimos dias.
Diante do cenário de aumento de 25% a 26% no preço do diesel nos últimos dez dias, os caminhoneiros buscam medidas junto ao governo federal para tentar mitigar a crise econômica que afeta a categoria.



















