Campanha militar no Irã continuará enquanto não houver rendição, diz especialista

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O Irã enfrenta uma intensa ação militar coordenada por Israel e Estados Unidos, com mais de 7 mil bombardeios direcionados a alvos estratégicos no país. Segundo análise do coordenador do Grupo de Análise Estratégica da USP, Alberto Pfeifer, essa campanha não terá fim até que os iranianos se rendam.

Os ataques visam exterminar a liderança da revolução teocrática, com exceção das forças armadas do Irã. Além dos líderes do regime, os EUA e Israel miram na indústria balística de Teerã, que demonstrou capacidade de produção bélica, especialmente com drones como o Shahed-136.

A produção em larga escala dos drones iranianos preocupa, visto que são equipamentos baratos. Em contrapartida, os mísseis do Irã possuem alcance de até 4 mil quilômetros, abrangendo uma vasta área que inclui a Europa. O foco da campanha militar é a neutralização desses armamentos.

Enquanto Israel busca neutralizar a capacidade de destruição em massa do Irã, os Estados Unidos têm motivações indefinidas, alternando entre mudança de regime, eliminação da ameaça bélica e negociações de paz. Os ataques também visam manter o domínio global, impedindo laços entre Irã e China.

A estratégia de Teerã é prolongar a guerra para demover a determinação de Trump, que busca continuar o conflito. O especialista alerta que, como todo conflito, o desfecho é incerto e pode se prolongar indefinidamente.

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