A possibilidade de intervenção nacional no diretório do PT do Rio Grande do Sul, que incluiria a retirada da pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do Estado em favor de Juliana Brizola, é inédita na história do partido gaúcho.
Essa intervenção poderia acontecer de três formas, sendo uma delas a convocação de um novo encontro estadual para anular as decisões tomadas em dezembro e decidir pelo apoio a Juliana. No entanto, essa alternativa é considerada trabalhosa e incerta, podendo aprofundar a crise existente.
Outra possibilidade seria uma saída elegante por parte de Pretto, abrindo mão da pré-candidatura em prol da reeleição de Lula. No entanto, até o momento, o político e o comando do PT no RS resistem a participar dessa encenação.
A terceira alternativa seria uma intervenção direta do comando nacional do PT, determinando que o partido no RS não terá candidato ao governo e apoiará Juliana Brizola. A direção estadual, no entanto, parece relutante em seguir essa determinação.
Conversas nos bastidores indicam desmobilização da militância, esvaziamento da presidência estadual e possíveis mudanças nas alianças políticas. Há ainda a possibilidade de descontentamento no PSol, que poderia lançar candidatura própria caso haja mudanças na chapa do PT.




















