Endividamento e inadimplência das famílias: alerta vermelho

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O endividamento das famílias atingiu níveis próximos aos recordes de 2022, com crescimento acelerado no segundo semestre de 2025, chegando a 49,7% da renda disponível bruta em novembro e mantendo-se até o final do ano.

Excluindo-se o saldo de financiamento imobiliário, o nível de endividamento também cresceu para perto do recorde, atingindo 31,2% da renda das famílias em 2025. Esse cenário é avaliado por técnicos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).

O comprometimento da renda das famílias também avançou, atingindo 29,3% da renda nacional disponível bruta em outubro de 2025. Esse crescimento acelerado se manteve nos meses seguintes, refletindo a mesma dinâmica geral do endividamento.

A taxa de inadimplência das operações junto ao Sistema Financeiro Nacional aumentou ao longo de 2025, após uma queda entre a segunda metade de 2023 e o final de 2024. O aumento da inadimplência foi mais intenso nas operações com recursos livres, mas também houve elevação nas operações com recursos direcionados.

Além das dívidas junto ao SFN, as famílias têm outros compromissos que concorrem com o pagamento das dívidas financeiras, como serviços de utilidade pública, seguros, aluguel, entre outros.

Os registros de inadimplentes em bureaux de crédito também estão em níveis recorde, com cerca de 81,3 milhões de adultos negativados, evidenciando a dificuldade de honrar compromissos no país.

Apesar do mercado de trabalho aquecido, com taxa de desemprego em queda, o aumento do endividamento das famílias parece ter sido estimulado por fatores estruturais e conjunturais, indicando um cenário preocupante de endividamento e inadimplência.

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