Japão considera desminagem do Estreito de Ormuz em cenário de cessar-fogo

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O Japão poderá considerar o envio de suas forças armadas para a desminagem no Estreito de Ormuz, uma via vital para o abastecimento global de petróleo, caso um cessar-fogo seja alcançado na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, neste domingo (22).

Motegi mencionou que, em um cenário hipotético de cessar-fogo, a desminagem poderia ser uma medida a ser considerada para remover minas navais que estejam prejudicando a navegação na região. As ações militares do Japão são limitadas pela sua constituição pacifista pós-guerra, mas a legislação de segurança de 2015 permite intervenções no exterior em situações específicas.

Apesar de não ter planos imediatos para acordos de passagem de navios japoneses retidos no Estreito de Ormuz, o ministro ressaltou a importância de criar condições para que todas as embarcações possam transitar livremente pela via, por onde passa grande parte das remessas de petróleo do mundo.

O Irã expressou a possibilidade de permitir a passagem de embarcações japonesas, considerando a dependência do Japão de petróleo proveniente do estreito. Durante a guerra em curso, o fechamento parcial do estreito gerou aumento nos preços globais do petróleo, levando a liberação de reservas por diversos países.

Após o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, o Japão foi pressionado a intensificar esforços para reabrir o estreito. Takaichi informou a Trump sobre as possíveis contribuições japonesas na região, respeitando as leis locais vigentes.

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