O presidente Lula (PT) afirmou em discurso nesta sexta-feira (13) que 'proibiu' Darren Battie, assessor do governo dos EUA de Donald Trump para assuntos relacionados ao Brasil, de vir ao Brasil 'enquanto não liberar o visto' de Alexandre Padilha, ministro da Saúde.
O presidente lembrou que tanto a esposa como a filha de dez anos do ministro tiveram seus vistos revogados. 'Esteja certo de que você [Padilha] está sendo protegido', disse.
O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, revogou o visto concedido a Darren Battie. Segundo o órgão, a decisão foi tomada por 'omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita'.
O Itamaraty, que já tinha configurado a visita como 'indevida ingerência', reforçou que esse princípio legal é suficiente para negar a concessão, de acordo com leis nacionais e internacionais.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro havia pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o assessor pudesse visitar o capitão da reserva no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como 'Papudinha'. O pedido foi negado por Alexandre de Moraes.
Moraes negou nesta quinta-feira (12) que o ex-presidente Bolsonaro receba o assessor na 'Papudinha'. Em decisão anterior, o magistrado havia permitido que o assessor do presidente norte-americano, Donald Trump, visitasse o capitão da reserva.
A reavaliação da decisão se deu depois de o Itamaraty enviar ofício ao STF sobre a finalidade da viagem de Beattie. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Departamento de Estado dos Estados Unidos comunicou, em 6 de março, que o enviado especial viajaria ao Brasil para participar de uma conferência sobre minerais críticos, em São Paulo, e para reuniões com representantes oficiais do governo brasileiro.



















