O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou na segunda-feira (9) a extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, condenado a 7 anos e 6 meses de prisão, além de uma multa de R$ 30 milhões, por envolvimento em trama golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente foragido, ele se encontra no Reino Unido.
Após a condenação no final do ano passado, Moraes havia determinado a prisão domiciliar de Carlos César, mas a Polícia Federal não o encontrou quando foi cumprir o mandado, descobrindo que ele havia deixado o país em setembro, rumo ao Reino Unido. Diante da fuga, o ministro decretou sua prisão preventiva e iniciou os trâmites para sua extradição.
Para aceitar o pedido, autoridades britânicas solicitaram um documento complementar chamado 'Modelo de Garantia', apresentando as condições da detenção do brasileiro se ele for extraditado. Moraes confirmou o envio de todas as informações necessárias.
Em resposta ao ofício do STF, o Ministério da Justiça informou que a documentação complementar foi encaminhada ao Ministério das Relações Exteriores, que agora deve fazer o contato diplomático com o governo do Reino Unido para buscar o retorno de Carlos César ao Brasil.




















