Preços do petróleo disparam com preocupações de guerra prolongada no Oriente Médio

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Os preços do petróleo seguem em disparada nesta quinta-feira (12), com o barril sendo cotado próximo aos US$ 100, em meio a preocupações com um conflito prolongado no Oriente Médio e possíveis interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

A intensificação da guerra no Oriente Médio atua diretamente na alta dos preços de petróleo, promovendo também maiores temores inflacionários. Com o fechamento do principal canal para a comercialização da commodity, o Estreito de Ormuz, a pressão no fornecimento para outros países se torna cada vez maior.

Por volta das 12h20, os contratos futuros do petróleo brent avançam 9,77%, a US$ 100 o barril. Enquanto o WTI, referência no mercado americano, sobe 10,88%, cotado a US$ 96 o barril.

Nesta quinta-feira, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Estreito de Ormuz, rota de comércio de energia mais importante do mundo, deve permanecer fechado como forma de pressão. Investidores também estão atentos a potenciais medidas para reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil.

Ações globais recuam nesta quinta-feira depois que ataques a navios petroleiros no Golfo Pérsico e um alerta do Irã abalaram as perspectivas de redução iminente do conflito no Oriente Médio, alimentando novas preocupações com a inflação. A reação ressalta a rapidez com que as apostas em um fim rápido da guerra, que ganharam ritmo nesta semana, estão sendo desfeitas.

As mensagens conflitantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixaram os investidores receosos de serem pegos de surpresa, o que os levou a se afastar ou a buscar refúgio em ativos seguros. O plano da Agência Internacional de Energia de liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas, anunciado na quarta-feira (11), não conseguiu acalmar os investidores.

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