A Brigada Militar recapturou o preso que havia fugido enquanto aguardava transferência em uma viatura no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), em Porto Alegre, na última sexta-feira. O homem de 35 anos foi detido cinco dias após a fuga, em Gravataí, na Região Metropolitana, nessa terça. Ele permanece recolhido no sistema prisional.
Guarnições do 17º BPM prenderam o fugitivo na avenida Ely Corrêa, próximo ao numeral 930, no bairro Parque dos Anjos. Ele dirigia um Chevrolet Corsa Wind branco, em situação de furto. O sujeito acumula antecedentes por roubo, furto, estelionato, receptação, ameaça, posse de drogas e embriaguez ao volante, entre outros delitos.
Entidades de classe relacionam essa fuga com a falta de vagas no Nugesp, pois isso gera espera de presos em viaturas no pátio da unidade. O Sindicato da Polícia Penal (Sindppen), alega que, desde 2019, houve aumento de aproximadamente 20 mil apenados na massa carcerária do Rio Grande do Sul, com criação de 5 mil vagas em novas casas prisionais. Também aponta a falta de efetivo como catalisador de transtornos.
Desbessell sugere implementar um protocolo organizacional entre as forças policiais. “Os agentes penais já estão em número muito inferior ao necessário, mas as equipes da Polícia Civil chegam ao Nugesp em conjunto, com diversas viaturas, gerando acúmulo de presos. Deveria existir uma organização entre as instituições, visando o recebimento de apenados. Este é um dos problemas que precisa de solução urgente, ao lado do déficit de vagas no sistema prisional e do baixo efetivo de servidores na Polícia Penal, que beira o colapso”, afirma.
Conforme o Sindicato dos Agentes da Polícia Civil (Ugeirm), quando o preso fugiu, 11 viaturas aguardavam no pátio do Nugesp. “Os policiais civis não podem ser responsabilizados por causa desse ocorrido. Em uma situação normal, eles deveriam apenas entregar os presos ao Nugesp, retomando suas atividades logo depois. Infelizmente o que acontece é o oposto, provocando a espera dos presos nas viaturas e deixando policiais fora das delegacias, o que prejudica investigação. Fazia calor extremo na última sexta-feira, a única alternativa era deixar os presos do lado de fora dos carros, para que não passassem mal”, explica o vice-presidente do Ugeirm, Fábio Nunes Castro.
A Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) aponta que, na data da fuga, 640 das 708 vagas no Nugesp estavam ocupadas, ou seja, não havia superlotação. A pasta complementa que houve apresentação de grande número de presos ao mesmo momento naquele dia.



















