No Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, a psicóloga gaúcha Laura Visintainer Chesini, de 30 anos, revela ter descoberto estar no espectro autista já na vida adulta, após se identificar com um caso discutido em grupo de estudos em 2023.
Dados divulgados em 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trazem, pela primeira vez, números oficiais sobre pessoas com autismo no país. Internacionalmente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos destaca que 1 a cada 31 crianças está dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que ressalta a importância do diagnóstico em diferentes fases da vida.
Para Laura, a data vai além da celebração: "É utilizado como celebrado pela ONU pois é a data estabelecida, mas vejo mais como uma batalha do que celebração", afirma a psicóloga.
Natural de Alegrete e residente em Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha, Laura atua como psicóloga clínica com foco em adultos neurodivergentes e realiza atendimentos online. Sua trajetória com a psicologia começou ainda na infância.
A suspeita sobre o autismo surgiu durante um grupo de estudos, o que levou Laura a buscar uma avaliação neuropsicológica e confirmar o diagnóstico. Apesar do choque inicial, a psicóloga destaca que o diagnóstico trouxe compreensão sobre sua vida e a possibilidade de se reconhecer e aceitar-se.
Com a confirmação do autismo, Laura pôde compreender comportamentos e experiências passadas, como a dificuldade de interação social, sinais que passaram despercebidos na infância e adolescência, e a necessidade de adaptação constante.
O apoio familiar e a aceitação do diagnóstico foram fundamentais para a psicóloga, que hoje se sente capaz de identificar suas necessidades e limites, além de contar com o suporte do esposo. O diagnóstico trouxe novos caminhos e uma compreensão mais profunda sobre si mesma.




















