Toffoli se declara suspeito em ação sobre CPI do Banco Master

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O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito sobre as acusações referentes ao seu envolvimento no Banco Master, do qual era relator.

"Nos termos do disposto no art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo", disse o ministro.

"Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes", acrescentou.

A declaração vem no mesmo dia em que o ministro foi escolhido para ser o responsável por julgar o mandado de segurança que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação do Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília).

O pedido, apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), acusava o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de "omissão inconstitucional" em relação à instalação da CPI.

No dia 12 de fevereiro, o ministro tinha deixado a relatoria do caso depois de a Polícia Federal (PF) enviar ao presidente da Corte, Edson Fachin, relatório sobre a perícia feita no celular do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.

A PF informou ter encontrado diversas menções a Toffoli no celular de Vorcaro, o que levou a entidade a pedir ao presidente do STF a arguição de suspeição do ministro.

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