O ministro do STF Dias Toffoli se declarou suspeito para relatar um mandado de segurança na corte que cobra a instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB.
Toffoli foi escolhido por sorteio, mas abriu mão de analisar o pedido, determinando que seja feito um novo sorteio para definir outro relator.
A ação foi protocolada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), acusando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão por não instalar a comissão, apesar de ter as assinaturas necessárias.
O parlamentar afirma que a criação da CPI atende aos requisitos constitucionais e é um direito das minorias parlamentares, não sendo uma decisão baseada em conveniência política.
A instalação da comissão é defendida com base na gravidade das suspeitas envolvendo o Banco Master, que podem gerar prejuízos bilionários a fundos de pensão públicos e riscos ao sistema financeiro nacional.
Em 2025, Toffoli foi relator de processos relacionados ao Banco Master, porém, deixou a relatoria após avanço de investigações da Polícia Federal que encontraram referências ao seu nome no celular do dono do banco, Daniel Vorcaro.
Após resistir, Toffoli deixou os processos para evitar desgaste institucional, destacando que não participa da gestão do empreendimento associado à família e das decisões comerciais relacionadas ao negócio.



















