O ministro Cristiano Zanin assume a relatoria da CPI do Banco Master após Dias Toffoli se declarar suspeito em relação às acusações envolvendo o Banco Master. Toffoli tinha sido escolhido para julgar o mandado de segurança que pedia a instalação de uma CPI para investigar a relação entre o Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília), por sorteio virtual.
No entanto, no final da tarde, Toffoli se declarou suspeito devido ao seu envolvimento no Banco Master, do qual era relator, invocando o artigo 145, § 1º, do Código de Processo Civil. Ele solicitou que o processo fosse encaminhado à Presidência da Suprema Corte para as devidas providências.
Toffoli, que deixou a relatoria do Banco Master, é acusado de ter ligações com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Polícia Federal encontrou menções a Toffoli no celular de Vorcaro e pediu ao presidente do STF a suspeição do ministro, algo que só poderia ser solicitado pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, devido a irregularidades financeiras e crise de liquidez em novembro de 2025. Em janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também foi encerrado compulsoriamente.
Investigações apontam que o Banco Master oferecia CDBs com rentabilidade acima do mercado, assumindo riscos excessivos e realizando operações fraudulentas. Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, envolvendo fraudes graves no sistema financeiro brasileiro, geraram tensões entre STF, TCU, Banco Central e PF.



















